Às vezes a vida nos coloca diante de uma moeda, de um jogo de cara ou coroa. Não que a vida seja um jogo, mas há quem a veja assim. Nossa passagem em cada lugar é uma construção de relações e isso é muito mais complexo do que um simples jogo. Mas quando isolamos alguns momentos podemos ver um “quê” de jogo. Jogo de palavras, de sentimentos, de pensamentos, de emoções que envolvem seres humanos. E alguns desses momentos são jogos de cara ou coroa.
Diante de uma moeda é preciso escolher um lado e, como tudo na vida nós não podemos jogar só. É preciso competidores e alguém para lançar a moeda para cima. Em algumas situações nós somos uma das faces da moeda e o destino (para os que acreditam), ou o acaso (para os que não acreditam), ou os fatos é que lançam a moeda. Então podemos ser o lado sorteado ou não e nesses casos o lançador é o mais justo de todos, não há roubo.
Já em outras situações nós mesmos somos quem lançamos a moeda. Nesse caso o lançador não é justo, já que estamos lançando à sorte as escolhas de alguém e não pensando e decidindo os nossos atos diante dos atos dos outros.
Em outro caso nós apenas decidimos nos aliar a um dos lados da moeda, apenas decidimos com quem iremos ficar e, então, o destino (ou o acaso, ou os fatos) volta a decidi. Cabe apenas a nós escolhermos o lado e nesse caso não é uma escolha aleatória. Se pensarmos em cada face da moeda como alguém que conhecemos não escolheremos uma das faces à toa. Estará presente na nossa escolha o lado emocional, a razão, as convicções e a pressão de saber que o jogo só irá começar quando nós decidirmos o nosso lado.
Como pessoas precisamos reconhecer que não podemos agradar a todos, somos apenas humanos imperfeitos, talvez um mais do que os outros. Mas não há uma pessoa sequer sem um único defeito ou qualidade e todos nós estamos no mesmo barco, o que navega em busca da felicidade. Escolher um lado da moeda deve caber dentro disso. Tomar partido significa desagradar os que ficaram do outro lado, mas é preciso fazer o que é certo sem temer aos outros.
É aí que às vezes entra uma palavrinha com um significado curioso: lealdade. O que é isso? Algo que caminha, ou pelo menos deve caminhar, de mãos dadas com a amizade. Também deve estar presente quando escolhemos um dos lados da moeda, e não devemos ser condenados por escolher o amigo e não o colega. Podemos encontrar a resposta para o nosso lado no coração, na mente, na ética, na lealdade.
É importante pensar, sentir e decidir com calma o nosso lado, pois o tempo jamais volta e não nos cabe nessa vida o arrependimento, nem mesmo do que deixamos de fazer. Nossas escolhas podem trazer tempestades e não teremos como fugir das conseqüências, pois para toda ação existe uma reação, seja ela interna ou externa. No jogo a moeda é lançada e ganha quem tiver a sua face escolhida sorteada. Na vida não existem perdedores ou vencedores, somos apenas jogadores que mesmo desconhecendo as regras não queremos sair da mesa.
ta lindo primaa *---------------*
ResponderExcluiré p/ v6!!
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